Ritidoplastia – Rejuvenescimento Facial

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Ritidoplastia – Rejuvenescimento Facial 2018-05-14T15:51:57+00:00

A ritidoplastia, cirurgia de rejuvenescimento facial, “lift” cérvico-facial, ou simplesmente “cirurgia para rugas faciais” é um dos procedimentos mais nobres e delicados em Cirurgia Plástica. Exige a presença de um cirurgião plástico altamente capacitado além de completa estrutura hospitalar, equipe cirúrgica treinada e anestesista experiente. Seus objetivos principais são o de reposicionar as linhas do contorno facial, retirar os excessos de pele e gordura característicos do envelhecimento e, através de técnicas de trações e plicaturas, devolver à face envelhecida características encontradas em rostos mais jovens. De maneira prática, divide-se a face em 3 áreas diferentes que devem ser avaliadas separadamente e em conjunto:
– a área superior, ocupada quase que exclusivamente pela fronte (testa);
– a área média, onde temos os olhos, o nariz e a boca;
– e a área inferior, representada basicamente pelo pescoço e pelo queixo.
De acordo com características individuais de cada paciente, das alterações estéticas apresentadas como queixas, o conhecimento e a sensibilidade do cirurgião plástico em sua avaliação; pode ser determinada a indicação do procedimento e de qual(is) técnica(s) será(ão) utilizada(s), dependendo da(s) área(s) da face que necessita(m) de tratamento.

Quais são os objetivos da cirurgia facial?
O objetivo é trazer de volta para a paciente, da maneira mais natural possível, sua beleza única e individual que torna-se obscurecida pelas ações do tempo e dos agentes aceleradores do envelhecimento. Não há pretensão de criar características que nunca existiram e que, por este motivo, causariam alterações desastrosas na principal área de identificação pessoal e social: a face.

Qual a idade ideal para operar?
Não existe uma idade ideal. Vários fatores como pré-disposição genética, exposição solar prolongada, falta de cuidados com a pele, oscilações muito grandes no peso, tabagismo entre tantos outros, influenciam no envelhecimento. Atualmente, recomendamos uma consulta o mais precoce possível com um cirurgião plástico para que sejam utilizadas técnicas de prevenção e retardo do envelhecimento da pele e das demais estruturas da face (ler mais em: procedimentos não-cirúrgicos). Acreditamos que a cirurgia facial deve ser um procedimento cada vez menos agressivo e que, quando realizado no momento ideal, apresenta os melhores resultados com as menores possibilidades de complicações.

Como deve ser o preparo pré-operatório?
O fator mais importante da fase pré-operatória é a conscientização do paciente acerca da delicadeza e complexidade do procedimento ao qual será submetido. Os limites dos resultados e as técnicas a serem utilizadas devem ser discutidos à exaustão.
Um conjunto completo de exames pré-operatórios é parte essencial do preparo e deve conter exames de sangue, eletrocardiograma, radiografias do tórax e outros que forem julgados necessários, variando de acordo com idade, doenças prévias e tipo de anestesia a ser empregada.

Quanto tempo demora a cirurgia?
O tempo cirúrgico varia de acordo com as áreas da face a serem abordadas. Quando toda a face (3 áreas) necessita de intervenção, o procedimento tem duração aproximada de 4 horas. Este tempo aumenta para 5 horas e meia quando a blefaroplastia (cirurgia das pálpebras) é realizada no mesmo ato operatório.

Qual o tipo de anestesia? É necessário permanecer internada?
A ritidoplastia pode ser realizada sob anestesia local associada a sedação ou sob anestesia geral. Normalmente a paciente permanece sob observação em ambiente hospitalar até o dia seguinte do procedimento.

Existem cicatrizes? Elas são visíveis?
Como em qualquer procedimento cirúrgico que envolva ressecção de excessos de pele, a cirurgia de rejuvenescimento facial inevitavelmente apresenta incisões (cortes) e cicatrizes. A extensão e a localização das cicatrizes varia de acordo com as áreas da face a serem trabalhadas e a quantidade de pele a ser retirada. Na região da testa as cicatrizes são situadas na linha do cabelo e facilmente escondidas por ele. Na área média da face, a incisão segue os contornos da orelha; e na porção inferior, continua na região posterior da orelha e dentro do cabelo. Quando a técnica utilizada é adequada e as orientações pós-operatórias são seguidas, a qualidade estética das cicatrizes tende a ser muito boa na grande maioria dos casos.

Como é o pós-operatório?
Os cuidados e recomendações pós-operatórios devem ser seguidos à risca e o resultado final do procedimento depende em grande parte dessa disciplina. Os pontos começam a ser retirados por volta do 4o ou 5o dia, podendo permanecer por mais tempo de acordo com a necessidade avaliada pelo cirurgião. Ocorrem inchaço e manchas roxas (equimoses) em quantidade e duração variáveis, principalmente quando há necessidade de lipoaspiração para correção da “papada” (acúmulo de pele e/ou gordura no pescoço. A drenagem linfática da região cervical é indicada em alguns casos. Pode ser necessária a presença de pequenos drenos nas primeiras horas de pós-operatório sendo os mesmos retirados antes da alta hospitalar. O repouso domiciliar deve ser realizado por período não inferior a 10 dias e o retorno às atividades deve ser gradual e no estrito cumprimento às orientações do cirurgião. A rotina da paciente estará normalizada no final do primeiro mês após a cirurgia. A exposição solar deve ser evitada a todo custo.

Quantos anos posso rejuvenescer com a cirurgia?
Essa é uma pergunta muito freqüente na prática diária do cirurgião plástico que se dispõe a realizar a ritidoplastia, porém, não acreditamos ser essa a forma correta de avaliar os resultados. É importante ressaltar que a avaliação final do procedimento deve ser feita somente após 6 (seis) meses, quando a pele, a gordura e os músculos já sofreram as novas adaptações impostas pela técnica cirúrgica. As cicatrizes devem aguardar período ainda maior (em torno de 12 a 24 meses) para serem analisadas de maneira definitiva.

Consideramos uma cirurgia facial de sucesso aquela que, com a mínima agressividade possível, é capaz de recuperar os contornos e as características da beleza individual, compatíveis com a fase de vida da paciente, evitando estigmas e exageros pós-operatórios. O objetivo é trazer de volta, da maneira mais natural possível, a beleza única e individual que se apresenta obscurecida pelas ações do tempo e dos agentes aceleradores do envelhecimento. Não há pretensão de criar características que nunca existiram e que, por este motivo, causariam alterações desastrosas na principal área de identificação pessoal e social: a face.